sábado, 14 de janeiro de 2012

BREVE RESUMO

Data da saída: 27 dez.2011
Data do retorno: 05 jan. 2012

Percurso:

Ida: Florianópolis > Porto Alegre > Pelotas > Jaguarão > Rio Branco > Melo > Tucuarembó > Paysandú > Fray Bentos > Gualeguaychú > Campana > Buenos Aires

Retorno: Buenos Aires > Campana > Gualeguaychú > Fray Bentos > Mercedes > Dolores > Nueva Palmira > Colônia Del Sacramento > Montevidéo > Maldonado > Punta Del Este > Rocha > Castilos > Chuy > Pelotas > Porto Alegre > Florianópolis

Números:

Cu$to do combustível no Brasil: R$ 2,70
Cu$to do combustível no Uruguai: R$ 3,50
Cu$to do combustível na Argentina: R$ 2,50

Quilometragem percorrida: 4.004 Km
Consumo de combustível total: 304,88 litros (inclui estrada, cidades e congestionamentos - Sim, em Santa Catarina para percorrer um trajeto de 25 KM, leva-se mais de 1 hora).
Valor do combustível: R$ 854,88
Média percorrida por litro: 13,17 (Motor 2.0 flex - só andou na gasolina - procurei andar sempre entre 100/120 km/ h - ar condicionado ligado durante toda a viagem).

Hotéis onde ficamos

Alles Blau - Pelotas (BR) - (Hotel simples - destaque para o café da manhã e o jantar - excelentes)
Gran Hotel Fray Bentos - Fray Bentos (UR) - (Ótima estrutura - destaque para a localização)
Via Sui - Buenos Aires (AR) - (Estrutura deixa a desejar - destaque para a localização, centralíssimo)
Esplendor Cervantes (UR) - (Destaque para as acomodações - hotel boutique recém inaugurado, um show)

Agência de turismo

Conheço muita gente que usa decolar.com entre outros para fazer as reservas de hotel. Conheço muitas estórias felizes e algumas nem tanto. Preferimos não arriscar e principalmente contar com a experiência de quem já conhece sobre o assunto e o trata com profissionalismo.
Fizemos toda a reserva de hotéis com a FIBRATUR de Florianópolis (3224-1878), a Carolina e sua equipe dão um show.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Esse blog começou meio de trás para frente, mas não é muito fácil atualizá-lo todo dia, ele exige disciplina. Disciplina já sou obrigado a ter durante todo o ano, de férias, há que se relaxar ... Durante a viagem, às vezes não se tem acesso a computador, à rede, chega-se cansado, louco para pegar uma ducha e uma cama ... de qualquer forma, acho importante fazer registros, para que sejam minimizados/evitados erros, para que possamos ajudar pessoas que assim como nós se dispõem a colocar o pé na estrada sem grandes compromissos, mas com responsabilidade, uma aventura planejada. Esse planejamento incluiu a reserva de hotéis nos locais estratégicos, para que o merecido descanso depois de um dia inteiro de viagem, ocorra de forma tranquila. Dá para fazer reservas de hotéis em vários sites da internet, alguns com descontos tentadores, conheço estorias de todo tipo. Nós optamos pelo conhecimento e segurança de uma empresa que está no mercado há 18 anos, a FIBRATUR de Florianópolis . A Carolina e sua equipe são de uma paciência ímpar, são dezenas de e-mails até uma proposta razoável, discutem cada item da viagem, apontam alternativas e ajudam na decisão. Eu recomendo!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Deixamos Montevidéo para trás um dia antes do previsto, tamanha foi a nossa decepção com a cidade e nos dirigimos para Maldonado e Punta Del Este saindo de Montevidéo na altura do Hotel Cassino de Carrasco e tomando a Ruta 1. Pedágio barato, apenas R$ 5,00, estrada muito boa, pouco movimentada, apesar da época de férias e de alta temporada e depois de 130 km chegamos a Maldonado e Punta. Lugar de gente bonita, casas tipicamente européias, uma imensidão de prédios, ruas largas, organizadas e limpas
, calçadão por toda a orla (são mais de 15 km). Praia de verdade como conhecemos em Santa Catarina tem pouco, alías, gosto não se discute, mas praias como as de SC não tem igual. Punta, mesmo, fica de frente para um mar aberto com muita pedra e costão e algumas poucas faixas de areia. E o "famoso" Hotel Conrad? O que é aquilo? Quando nos deparamos com ele, olhamos uma para o outro e perguntamos: isso é o tal do Conrad? Em Maldonado há opções bem mais interessantes, como a Marina Del Este, por exemplo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nesse post, volto novamente à Buenos Aires, como já disse, uma cidade que nos impressionou muito positivamente. Eu e a Kênia temos um carinho especial por animais, em casa temos 3 cachorros e 3 gatas, todos SRD (sem raça definida), resgatados da rua, tratados e que simplesmente caíram na nossa vida e nos dão grande alegria. Nós chegamos em Buenos Aires de carro, portanto, pudemos ver as cercanias, a entrada da cidade, os caminhos que levam ao centro de uma cidade onde vivem 13 milhões de pessoas (sendo 3 milhões na capital e 10 milhões na área metropolitana) e verificar um ambiente de muita organização, limpeza, acessos fáceis e bem sinalizados. Os viadutos que facilitam o trânsito dessa metrópole são muitos, mas debaixo deles, não há pessoas morando, móveis velhos, paredes pichadas, lixo e tudo mais que se encontra frequentemente em qualquer esquina no Brasil. Pelo contrário, há muitas áreas verdes, flores e árvores e pessoas tomando banho de sol nos jardins, passeando com seus cães. Não vimos pedintes nos faróis, o único andarilho que vimos estava visivelmente bêbado, drogado ou era perturbado mesmo. Não vimos cachorros de rua, mas vimos muitas pessoas caminhando com seus cães, todos muito bem tratados, na guia. Buenos Aires mantém espaços cercados nos parques para que os donos dos cachorros possam levar seus cães para lá, onde eles circulam livremente, correm, brincam com outros cães e fazem as suas necessidades. Uma verdadeira lição de respeito e cidadania. Mais uma vez a Argentina está de parabéns!
Desde o início, quando entramos em terras uruguaias, estivemos em busca do clima europeu. Tudo bem que nossa entrada foi por Rio Branco, passando por Melo, Tucuarembó, Paysandu e Fray Bentos. Até Paysandu o que se vê é apenas campo cultivado e criação de gado, literalmente a perder de vista.
É a região rural do Uruguai e a principal atividade econômica daquele país. Mas, e Montevidéo? O que vimos foi uma cidade absolutamente sem graça, com muita sujeira espalhada por todo lado, com poucos prédios antigos conservados, carroças dividindo espaço com carros da década de 50, 60 e 70. Um aspecto geral deprimente. Me lembrou muito Berlin Oriental que conheci em 1989 no mês seguinte a queda do muro, a diferença é que Berlin tem mais estória para contar.
O que Montevidéo tem de bonito é uma beira-rio (Rio da Plata) extensa com mais de 20 km, ladeada por parques, condomínios horizontais e verticais que vai desde o centro velho até Carrasco (bairro nobre da capital). No final dessa avenida, após o antigo Cassino de Carrasco que está sendo totalmente reformado para adequar um hotel da rede Sofitel, toma-se a Ruta 1 em direção à Maldonado e Punta Del Este, a nossa próxima parada. Esse carrinho aí da foto, apesar de velho (década de 50) estava bem conservado. Mas tem cada tranqueira que os uruguaios usam no dia a dia que simplesmente não dá para acreditar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Buenos Aires, perdeu um pouco do seu brilho nos últimos anos, mas continua belíssima, com grande parte de seus prédios históricos bem conservados, ruas arborizadas e limpas. Não vimos mendigos e pedintes na rua, mas perto de nós em três dias, pelo menos duas tentativas de furto (batedor de carteira), que felizmente acabaram mal sucedidas. Dessa vez, encontramos preços muito altos na Argentina. Almoço para dois com 1 chopp e 1 água mineral, R$ 100,00. O jantar não foi diferente, as quantidades diminuíram e o preço aumentou, e muito. No geral, está tudo mais caro que no Brasil, inclusive roupas. Acabou a farra dos brasileiros!
Táxi em Buenos Aires continua sendo mais barato que no Brasil
mas redobre a sua atenção com os taxistas, eles estão aprimorando as técnicas de levar mais dinheiro do turista. Pague somente o valor que for apresentado no taxímetro. Não existe acréscimo por mala ou número de passageiros. A bandeira 2 deles funciona das 24 às 6h e o acréscimo é de apenas 20% sobre o valor do taxímetro. Qualquer coisa a mais do que isso você estará sendo roubado. Sempre que possível, peça que o hotel lhe chame um táxi. Na rua, escolha os taxis que apresentam a inscrição “radio taxi” e que tenham o número do veículo estampado na tampa traseira do veículo. Antes de tomar o táxi, anote a placa do veículo e o número estampado na tampa traseira de forma que o motorista perceba que vc está anotando. Eles são capazes de inventar de tudo: podem lhe dizer, por exemplo, que a nota de 50 que vc lhe deu está rasgada e não pode aceitá-la. A sacanagem (1) é a seguinte: vc entrega uma nota de 50 boa, o taxista embolsa a sua nota e troca a nota por uma de 50 rasgada em uma das pontas, porém falsa. A sacanagem (2) é a seguinte: A corrida custa 60 pesos. Você entrega uma nota de 50 e outra de 10. O taxista diz que a nota de 50 não pode ser aceita, pois está rasgada. Você pega a de 50 de volta e lhe dá uma de 100. O cara diz que faltam 50, porque você só deu 10 para ele (quando na verdade tinha dado 100). Começa a discussão e eles sempre se tornam muito “seguros” do que dizem e são muito, muito rápidos. Aí a solução é a seguinte: permaneça dentro do carro, tire a máquina fotográfica do bolso e fotografe o malandro junto com o taxímetro e o valor que lá aparece e diga que vai chamar a policia. Normalmente eles desfazem imediatamente toda a caca que fizeram, ou pelo menos boa parte dela. Por mais que lhe dê vontade de encher a cara do sujeito de porrada, sugiro que se contenha, taxista é o que não falta em Buenos Aires. Isso aconteceu conosco, mas tem outras sacanagens!