sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nesse post, volto novamente à Buenos Aires, como já disse, uma cidade que nos impressionou muito positivamente. Eu e a Kênia temos um carinho especial por animais, em casa temos 3 cachorros e 3 gatas, todos SRD (sem raça definida), resgatados da rua, tratados e que simplesmente caíram na nossa vida e nos dão grande alegria. Nós chegamos em Buenos Aires de carro, portanto, pudemos ver as cercanias, a entrada da cidade, os caminhos que levam ao centro de uma cidade onde vivem 13 milhões de pessoas (sendo 3 milhões na capital e 10 milhões na área metropolitana) e verificar um ambiente de muita organização, limpeza, acessos fáceis e bem sinalizados. Os viadutos que facilitam o trânsito dessa metrópole são muitos, mas debaixo deles, não há pessoas morando, móveis velhos, paredes pichadas, lixo e tudo mais que se encontra frequentemente em qualquer esquina no Brasil. Pelo contrário, há muitas áreas verdes, flores e árvores e pessoas tomando banho de sol nos jardins, passeando com seus cães. Não vimos pedintes nos faróis, o único andarilho que vimos estava visivelmente bêbado, drogado ou era perturbado mesmo. Não vimos cachorros de rua, mas vimos muitas pessoas caminhando com seus cães, todos muito bem tratados, na guia. Buenos Aires mantém espaços cercados nos parques para que os donos dos cachorros possam levar seus cães para lá, onde eles circulam livremente, correm, brincam com outros cães e fazem as suas necessidades. Uma verdadeira lição de respeito e cidadania. Mais uma vez a Argentina está de parabéns!
Desde o início, quando entramos em terras uruguaias, estivemos em busca do clima europeu. Tudo bem que nossa entrada foi por Rio Branco, passando por Melo, Tucuarembó, Paysandu e Fray Bentos. Até Paysandu o que se vê é apenas campo cultivado e criação de gado, literalmente a perder de vista.
É a região rural do Uruguai e a principal atividade econômica daquele país. Mas, e Montevidéo? O que vimos foi uma cidade absolutamente sem graça, com muita sujeira espalhada por todo lado, com poucos prédios antigos conservados, carroças dividindo espaço com carros da década de 50, 60 e 70. Um aspecto geral deprimente. Me lembrou muito Berlin Oriental que conheci em 1989 no mês seguinte a queda do muro, a diferença é que Berlin tem mais estória para contar.
O que Montevidéo tem de bonito é uma beira-rio (Rio da Plata) extensa com mais de 20 km, ladeada por parques, condomínios horizontais e verticais que vai desde o centro velho até Carrasco (bairro nobre da capital). No final dessa avenida, após o antigo Cassino de Carrasco que está sendo totalmente reformado para adequar um hotel da rede Sofitel, toma-se a Ruta 1 em direção à Maldonado e Punta Del Este, a nossa próxima parada. Esse carrinho aí da foto, apesar de velho (década de 50) estava bem conservado. Mas tem cada tranqueira que os uruguaios usam no dia a dia que simplesmente não dá para acreditar.