terça-feira, 27 de dezembro de 2011

As estradas que nos levaram até Pelotas: Em Palhoça (BR101)há um pedágio, que por sinal é muito barato, considerando os outros que encontramos no caminho, apenas R$1,40. Até Tubarão, a estrada se divide entre trechos duplicados e outros ainda em pista simples. A maior parte está duplicada, mas os gargalos são muitos e com eles as armadilhas e longas filas. De Laguna até Tubarão, numa extensão de mais de 30Km, no sentido contrário, Sul / Norte, os motoristas penaram para vencer o trecho, tudo parado ou andando a passo de tartaruga. De Tubarão até Meleiro (passando por Criciúma), a estrada está duplicada e a obra foi bem executada, parece que outra empresa pegou esse trecho para duplicá-la, é visível a melhor qualidade do asfalto e a manutenção. Em Meleiro a duplicação acaba, a pista é simples, cheia de armadilhas e não há o que fazer a não ser participar de um cortejo por mais de 30km, quando retorna a duplicação. Essa duplicação vai até a Free Way que começa em Osório e segue até Porto Alegre, total pago nos pedágios (R$ 32,60). Não espere uma rodovia impecável, cheguei a andar um trecho no acostamento, achando que estava com um pneu vazio, tamanha a reverberação produzida pelo asfalto mal excutado/conservado. A partir de Porto Alegre, já em direção a Pelotas pela BR 116, num trecho de apenas 15 km, são dois pedágios e antes de chegar em Pelotas, mais um. São 4 pedágios se for no sentido Porto Alegre-Pelotas e 3 no sentido Pelotas-Porto Alegre, sendo 4 pedágios no valor de R$6,20, 2 pedágios no valor de R$5,40 e 1 pedágio no valor de R$6,00, totalizando R$41,20, ida e volta. A pista é simples, os primeiros 50 km carecem de conservação, os remendos existem aos montes e são mal executados. Depois, até Pelotas, a estrada está em melhores condições, prepare-se para andar longos trechos a 50/60 km e observar muita plantação de arroz e gado pastando. Considerando o que se paga de pedágio na parte duplicada da BR 101 esse trecho de Porto Alegre até Pelotas é um assalto.
Depois de quase 700 KM, chegamos a Pelotas (RS) e na verdade um pouco decepcionados. Tínhamos uma expectativa em relação ao local que acabou frustrada. Pelotas é conhecida pelos seus doces ... cadê as docerias, cadê as praças bem cuidadas, cadê os cafés? Nada disso encontramos, pelo contrário, uma cidade realmente do interior, mal cuidada e de poucos atrativos. Talvêz um nativo pudesse nos apresentar melhor a cidade, mas nosso objetivo é seguir adiante e não temos tempo para procurar. Lá em Florianópolis, reservamos uma diária no Hotel Alles Blau, fica bem no centro de Pelotas. Quando chegamos em frente ao hotel, quase desistimos, chegamos a rodar mais de 1 hora atrás de algo melhor, esqueça! Acabamos ficando no Alles Blau, mesmo! Justiça seja feita, o prédio é antigo, as acomodações são simples, mas os quartos são agradáveis, bem cheirosos, limpos, o chuveiro tem uma ótima ducha. Jantamos no próprio hotel, até um tradicional churrasco gaúcho deu para encarar e o que é melhor, a preço justo!valeu a pena. Café da manhã, igualmente, muito bom! Recomendo!
Dia 27, saímos da Pedra Branca na Gde Florianópolis em direção ao Sul. Em Palhoça, há 8 km de casa, já o primeiro pedágio. Eu não me importo em pagar pedágio, acho justo que se pague pelo uso. O problema é que a aquisição e manutenção de um carro no Brasil é algo absurdamente caro. Temos a carga tributária mais pesada do mundo, sem falar no lucro das montadoras que no Brasil atinge as melhores margens de contribuição. Somos idiotas porque pagamos caro sem reclamar, é fato! Nesse Natal, morreram 14 pessoas nas estradas catarinenses http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a3609241.xml e a foto acima mostra a situação de uma estrada pedagiada no Brasil. O trecho compreende a ponte de Imbituba em Laguna. Muito triste e revoltante!
Para que um viajante precisa de uma caixinha de fósforo? Pois é, esse é um dos itens exigidos pela Argentina para se ingressar em seu território, de carro. E, não para por aí, a lista é maior. Há que se levar ítens de primeiros socorros, tipo aquele estojo que virou lei no Brasil na década de 80 e logo em seguida caiu em desuso. Eu não encontrei o estojo pronto, montei um: Bandaid, atadura, desinfetante/anestésico tipo mertiolate, esparadrapo, uma cartela de analgésico e um estojo que ganhei da atendente da Farmácia Catarinense, coloque tudo dentro da "frasqueira". Espero ter cumprido a exigência da lei dos hermanos, vou saber quando chegar lá. Outro item exigido pela Argentina é o tal do cambão. As lojas, normalmente não tem. Pesquisando o Mercado Livre vc encontra alguma coisa. O melhor preço que consegui foi R$ 140,00, como trata-se de um item pesado, o preço do transporte o eleva para mais de R$ 200,00. Sugestão: faça seu próprio cambão, é muito fácil. Passe numa dessas empresas que vendam ferro e ferragens para serralheiros, a lista do que vc vai precisar é a seguinte: 1 mt de tubo 40 mm, parede 14; 1 mt de tubo 35 mm, parede 14; 2 munhões; 2 parafusos 70 mm com arruela e porca; 1 mt de corrente; 2 junções (para unir as pontas da corrente); Encontre um serralheiro, para soldar as peças. Como fazer o cambão: Solde um munhão em uma das pontas de cada tubo. Peça para o serralheiro abraçar o munhão com um ferro chato e soldá-lo junto ao tubo, caso contrário, a vida útil do seu cambão será curta. Insira um tubo dentro do outro, de modo que as pontas em que foram soldadas os munhões ficarão opostas uma a outra. Atravesse os tubos (um dentro do outro) com uma broca 11 ou 12 mm. Insira os parafusos nos buracos feitos, não se esqueça das arruelas e porcas. Corte a corrente ao meio, fixe cada pedaço em cada munhão com a ajuda das junções. Está pronto o seu cambão. Preço da diversão: R$ 79,00 A menos que você seja jipeiro ou pratique atividades off road, é muito provável que nunca venha a usar o tal do cambão. Afinal, hoje em dia basta tirar o celular do bolso, e chamar o reboque em caso de pane. Afinal para que se paga seguro ....
Independentemente do tipo de seguro que você tenha contratado para o seu carro, a Carta Verde é um seguro adicional (acordo entre países) e deve ser contratado ainda antes de entrar nos países do Mercosul. A corretora de seguros que cuida do seguro do meu carro emitiu a guia e o respectivo valor foi pago. Sem dificuldade! Parabéns para o pessoal da Jurerê Seguros, o Renan, como sempre, tem um atendimento impecável.A Carta Verde tem validade pontual e o preço é proporcional ao tempo de estadia nos países que forem visitados. No meu caso, foram 9 dias e o valor do prêmio ficou em R$ 128,00.