sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desde o início, quando entramos em terras uruguaias, estivemos em busca do clima europeu. Tudo bem que nossa entrada foi por Rio Branco, passando por Melo, Tucuarembó, Paysandu e Fray Bentos. Até Paysandu o que se vê é apenas campo cultivado e criação de gado, literalmente a perder de vista.
É a região rural do Uruguai e a principal atividade econômica daquele país. Mas, e Montevidéo? O que vimos foi uma cidade absolutamente sem graça, com muita sujeira espalhada por todo lado, com poucos prédios antigos conservados, carroças dividindo espaço com carros da década de 50, 60 e 70. Um aspecto geral deprimente. Me lembrou muito Berlin Oriental que conheci em 1989 no mês seguinte a queda do muro, a diferença é que Berlin tem mais estória para contar.
O que Montevidéo tem de bonito é uma beira-rio (Rio da Plata) extensa com mais de 20 km, ladeada por parques, condomínios horizontais e verticais que vai desde o centro velho até Carrasco (bairro nobre da capital). No final dessa avenida, após o antigo Cassino de Carrasco que está sendo totalmente reformado para adequar um hotel da rede Sofitel, toma-se a Ruta 1 em direção à Maldonado e Punta Del Este, a nossa próxima parada. Esse carrinho aí da foto, apesar de velho (década de 50) estava bem conservado. Mas tem cada tranqueira que os uruguaios usam no dia a dia que simplesmente não dá para acreditar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário